Geneticista de Harvard recriará mamute híbrido em laboratório.
- 25 de dez. de 2015
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O sonho de trazer animais extintos é tão antigo quanto o sonho de voar, mas com persistência, a humanidade alcançou as primeiras camadas de nuvens no céu. Pois bem, ao que tudo indica, estamos próximos de conseguir outro feito: trazermos animais extintos de volta à vida. Contudo, são necessários dois componentes essenciais para que isso ocorra: decifrarmos o genoma do animal extinto e encontrarmos um parente vivo compatível.

Recentemente, o geneticista George Church, da universidade de Harvard, revelou que conseguiu reproduzir em laboratório 14 genes de um mamute e reintroduzi-los ao DNA de um elefante. As amostras do DNA foram possíveis graças a um exemplar de mamute que estava congelado no Ártico e a reintrodução dos genes foram cuidadosamente combinadas a um espécime de elefante asiático, o parente moderno mais próximo do mamute (extinto há 12 mil anos). O investigador está tentando criar um animal híbrido que seja capaz de se adaptar as temperaturas de frio extremo.

(Foto: Fóssil de mamute mais bem conservado já identificado no planeta. A pequena Lyuba foi encontrada em 2007, no Norte da Rússia)
A clonagem dos mamutes é há muito tempo uma das possibilidades teóricas com mais força no meio científico, graças à facilidade de encontrar cadáveres de mamutes em bom estado de preservação, com sangue e tecidos musculares muito bem conservados.
O fruto desse casamento criado em laboratório teria potencialidade para outras experiências de clonagens – a reprodução de dinossauros. Porém, o geneticista diz não haver benefício social de trazer um dinossauro à vida. Já um mamute tem benefício para o ecossistema. As tundras (vegetação baixa predominante em lugares de temperaturas congelantes) têm três vezes mais carbono preso no gelo do que todas as florestas do mundo. “Levar animais para essa área evitaria que esse dióxido fosse libertado para a atmosfera graças à sua ação no ecossistema”, disse Church.









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